La red de bases de datos sobre especies exóticas invasoras en América Latina y El Caribe: integrando visión y acciones para la gestión de invasiones biológicas a nivel continental
DOI:
https://doi.org/10.67154/BIN.v9.2026.51Palavras-chave:
biodiversity conservation, biological invasions, ecological impact, IAS, management strategies, non-indigenous species and workflowResumo
A Rede InterAmericana de Informação sobre Biodiversidade (IABIN) foi o primeiro esforço de sistematização de dados sobre espécies exóticas invasoras na América Latina e no Caribe. Foram estabelecidas bases de dados em quinze países entre 2005 e 2011. A maior parte dessas iniciativas se perdeu ao longo dos anos, com exceção das bases de dados da Argentina, do Brasil e da Jamaica. Em 2020, foi retomada a construção da rede com apoio da Iniciativa BioBridge (Nações Unidas - CDB). Há informação sobre a biologia e a ecologia de cada espécie, impactos, análises de risco e avaliações EICAT/SEICAT, vias e vetores de introdução, alternativas de manejo, ocorrências, referências, colaboradores e projetos. Um aplicativo para telefone celular disponível na Google Play Store foi desenvolvido para cada país para captura ocorrências em campo, mesmo offline. Enquanto as bases de dados da Argentina (773 espécies) e do Brasil (541 espécies) foram atualizadas e estão em funcionamento desde 2005, as bases do Paraguai, Uruguai (375 espécies compiladas desde 2006) e do Equador (67 espécies desde 2022 para a região amazônica) foram relançadas no período 2021-2022; a da Jamaica foi atualizada (86 espécies desde 2007); as bases do Chile, da Costa Rica e de Honduras (no presente compilando dados) foram restauradas em 2023. Cada país faz a gestão de seus dados de forma independente, porém utilizando padrões comuns a todos os países. O objetivo deste trabalho foi analisar comparativamente essas bases de dados nacionais, identificando sobreposições, lacunas de informação e oportunidades de cooperação regional. Nossos resultados revelam semelhanças e complementaridades, o que nos permite antever um potencial significativo de cooperação em áreas como prevenção, detecção precoce e resposta rápida, erradicação e controle de espécies exóticas invasoras. Uma rede continental está em construção para oferecer informação confiável sem custo aos usuários, preenchendo uma lacuna regional importante para apoio à tomada de decisão na gestão e no manejo de invasões biológicas.
